Sobre ser alguém vulnerável

Por mais que muitas vezes eu não aparentar ser, sou vulnerável. As pessoas mexem comigo e bagunçam meus sentimentos facilmente, e eu não sei como controlar meu emocional. Para deixar claro, não acho vulnerabilidade um defeito, mas sim algo corajoso e lindo… e perigoso. Quer dizer, ser ferido por alguém não é algo tão difícil de acontecer quanto é difícil de superar. Uma porcentagem pequena das pessoas ao meu redor cuida da minha fragilidade e uma porcentagem menor ainda se importa com isso.

“Você deixa que te machuquem. Pare de ser tão vulnerável”, eles disseram para mim. Mas não paro não. Dessa forma, me deixo sentir. Transbordo e vivo intensamente, tanto os momentos bons como os ruins também. Não, ser vulnerável não é ser tolo. Eu não sou cega perante fatos estampados diante de mim, e nem insistente a falsos sentimentos alheios… apesar de, quando existentes, me deixam desolada.

Mas, assim como sou vulnerável, sou forte também. Quando algo lastimável acontece, eu me entrego às lágrimas e todos os sentimentos melancólicos possíveis. Porém depois me levanto, supero e sigo adiante. Sim, isso já aconteceram incontáveis vezes. E, sim, ainda sim sou vulnerável. Afinal, vulnerabilidade não é defeito, né?

Entenda que eu não estou pedindo para ser magoada. Estou somente à procura de pessoas que deixam eu ser eu mesma. que não dêem apunhaladas nas costas quando eu menos esperar e que entendam da minha instabilidade e não se aproveitem dela.

Calma, sei que pessoas assim não são tão fáceis de encontrar. Mas eu já contei para vocês que, além de vulnerável, sou esperançosa também? Sempre haverá pessoas boas no mundo.


Siga o blog e acompanhe os textos, que são publicados toda segunda, quarta e sexta!


 

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3 thoughts on “Sobre ser alguém vulnerável

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  1. Sim, perfeito sua descrição. Temos que ser nós mesmos é não criar falsas adaptações de nossa personalidade. Adaptações até existem, mas jamais no sentido de tentarmos ser o que não somos. Há uma máxima filosófica no Latim que aprendi desde idade tenrra, “Quode natura date, nemo negare potere” ( O que a natureza nos dá, não podemos negar ). Somos isso, essa excência.

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